O Carmo transpirava a fado, o cheiro das castanhas passeava por ali e a noite docemente a cair sobre ti... Já se sente o frio de inverno na tua pele, mas o passeio inspirava calor... A luz envolve a entrada da Catedral que hoje é museu e enche a alma com um sorriso... Tomam conta os rebeldes e os tolos não fazem mais do que te buscar, do que te saborear...
A vista que de dia enche o olhar, que mostra as tuas fachadas a serem beijadas pelo sol e a mergulharem no Tejo, que envolve ruínas em inspiração pura, de noite adormecem-te e acordam os sentidos, enchem as tuas ruinhas e ruelas, os Paços e as tabuinhas, as praças e os monumentos... És tu minha Lisboa... Estou de volta a ti...
E esta paixão não foge, não desilude e por mais negras que sejam as nuvens no céu, embrenhar-me em ti traz-me luz... Uma luz amarela... Põe-me alerta, faz-me sorrir... O sorriso genuíno... E nada melhor que terminar o dia envolta nas imagens que saboreio vezes sem conta e que são, por mais roupagens que o tempo te dê, intemporais...
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