quinta-feira, 30 de junho de 2011

Noite do demo

Noites daquelas em que os nossos demónios vêm ao de cima...
Recordações de tempos negros e que ao mesmo tempo nos trazem coisas boas, momentos que ficam cravados em nós cheios de prazer, cheios de extase...
A memória daquela noite em que o mundo à volta parecia que ia desabar e que naquele recanto, naquele ninho tudo era tão quente... Ao mesmo tempo que o vento soprava fazendo com que o mundo cantasse ao ritmo daquilo que era o que parecia sem o ser, um ritmo intenso, quente...
Era tudo aquilo que fazia falta, era a necessidade aliada à sinceridade daquela reticencia no tempo... Mas até as reticencias têm um fim e aquela noite também teve... Seguiram-se outras, outros ninhos, o mesmo calor, o mesmo fogo, o fogo de artificio que parecia não ter fim. Mas a luz apagou-se no céu...
Só consigo vislumbrar um pequeno very light avermelhado que desliza pelo céu e acalenta a minha fraca esperança,a fraca luz... de que um dia será altura de ver o fogo de artificio do meu canto que está tão grande,tão frio, solitário, tão cheio de nada...
Não há medo, não há recalcamento... Só falta quem monte o espetaculo...

http://www.youtube.com/watch?v=QGJuMBdaqIw

terça-feira, 28 de junho de 2011

=S

Ando um pouco afastada daqui... Tenho tanto para dizer que nem sei por onde hei-de começar...
Tenho tanto dentro de mim que parece que estou prestes a explodir...
Falta uma faisca para acender o rastilho que se torna cada vez mais curto...
Tanto na cabeça, tanto no coração! Tantos desejos, tanto desejo... Vontades reprimidas, palavras caladas por um bem dito e achado maior...
Medo de magoar, medo de me magoar...
Quero atirar-me de cabeça, sei que me agarram... Mas há uma parte de mim que não me deixa!
A tal vontade, o tal desejo é reprimido por um sentimento que anda aqui a remoer e que não me larga... E penso, para quê? Por alma de quem é que continuo presa? Se tenho a plena consciencia de que daquela toca não sai coiso nenhum, porque é que continuo de caçadeira em punho, escondida no meio dos arbustos?
Só se vêm os pés... Só se vê um bocadinho de mim... E são poucos os que me conseguem descortinar no meio da erva, são poucos que olham e me vêm... Há também quem veja e não queira ver, quem perceba cada detalhe do que digo do que faço e do que sinto e despreze isso...
Não sei bem o que fazer... Aliás, até sei mas não consigo...
O que ao fim ao cabo não sei é o que fazer para seguir... Lá vou eu escavar até encontrar água outra vez...
Damn!

http://www.youtube.com/watch?v=wNngyFnyaPM - Quem te me levou roubou-me a alma, mas de ti não sabe nada...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O meu mundo, a minha vida, a minha razão...

És tu...
A que me faz sorrir, que me faz chorar porque não estou onde quero, porque não te tenho onde quero...
A única coisa que poderei sempre chamar de meu, porque saiste de mim, porque te carreguei em mim, porque te senti desde o primenro momento, ouvi o teu primeiro suspiro, vi-te dormir vezes sem conta, senti-me embevecida por cada sorriso,cada passo, cada gracinha...
É por ti que luto, és tu que me fazes continuar, é por ti que não desisto... É por ti que ainda não desisti...
E dói ter-te longe, e dói ver o teu olhar cada vez que nos afastamos... E dói e não para de doer...
És a pessoa que sempre amarei incondicionalmente, e é por ti que sinto o amor que sei que nunca vai acabar... É a ti que a minha vida vai estar ligada enquanto andar neste mundo onde nada corre como quero... E a minha alma é tua e sinto a tua alma tão frágil e tão cheia de vida em mim...
E quero que saibas que a minha luta nunca vai acabar, e que nem que me acabe nesta luta eu vou chegar onde quero, eu vou ter-te junto a mim e vou ver-te crescer, vou poder voltar a aborear a tua vida... Eu sei que sim! Tu, minha coisa pequena, vais dar-me a força tremenda que preciso!
Com um sorriso pelas memórias que guardo de cada momento teu que devorei como se fosse o maior manjar deste mundo termino... Não preciso dizer mais porque sei que sabes o que sinto por ti!

http://www.youtube.com/watch?v=aJxrX42WcjQ - I am strong when I am on your shoulders... You raise me up to more then I can be...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Entre o sol e a lua...

Estou no meio...
No meio de tudo e de nada...
Entre o dia e a noite...
E entra o dia e entra a noite e nada muda...
E a raiva subsiste...
E a dor não sai...
E uma liberdade que não me leva a lado nenhum...
E esta prisão que não me deixa andar...
E o sorriso que parece não ter razão de existir e que vai desaparecendo...
E todos olham e ninguém vê...
E tantos "se" e tantos "e"...
Tanto drama e tão menos conto de fada...
E eu a precisar de um bocadinho de cor de rosa e o mais próximo que tenho é um bordeux carregado como anda a minha cabeça...
Tão cheia...
Tão "on the edge"...
Tanto que quero dizer e não posso ou não devo...
Tanto que quero fazer mas que sei que não me leva a lado absolutamente nenhum...
E a raiva subsiste e a dor não sai...
E um desejo de vingança que teima em não sair...
E a pulguinha psicótica que teima em gritar, quase abafando o lado que tem sido o "convicente"...
E uma vontade de gritar...
E uma vontade de ir e pensar se volto...
Tanto em mim que não encontra maneira de sair...
Respiro a medo, suspiro em desespero...
E o grito não sai...
Que fúria...
Que coisa...
E será que sou isto?
Ou isto é mais um eu que criei em auto-defesa?
Porra! Não!
Ao menos disso tenho a certeza... Esta sou eu!
EU...
E não sou a melhor...mas não sou nem de perto nem de longe a pior..
Mas a raiva subsiste e a dor não sai...

http://www.youtube.com/watch?v=-D5wTYmcBX4

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Minha Lisboa

Entrar por ti como uma criança entra no quarto dos pais... Com esperança,mas com cuidado...
Andar pelo meio da confusão de uma cidade que quase não dorme, transito, luzes, torres, barulho...
E chegar finalmente ao teu nucleo... Embrenhar-me nos teus bairros, senti-los a respirar uma tradição que parece perdida mas que mora lá, as cores, as varandas, as ruas sinuosas e deliciosas de percorrer... Pôr um pé na Estrela que brilha dentro de ti e há-de sempre por-me um brilho no olhar... Escadas que não acabam, casas de fado que cheiram à vida boémia que nos faz desmbocar no Bairro Alto, subir-te, descer-te...
Ir ao principe, ao Castelo, aos miradouros que nos mostram a beleza das tuas 7 Colinas que levam o olhar até ao Tejo... Ladear-te e saborear-te e acabar inevitavelmente no Chiado... Beber um café com Pessoa, descer a Rua do Carmo e chegar à Baixa... Onde tudo se mistura, onde me sinto com Pombal e com o pessoal, onde saboreio um belo Mocca, onde me rendo à Casa do Alentejo e a tamanha beleza que há lá dentro, onde vagueio e me encontro...
Ou por um caminho aureo ou pela Augusta chego ao Terreiro... E por mais voltas que dê encontro sempre algo de novo, algo que me fascina, um pormenor que me satisfaz o olhar, um angulo que me faz ver tudo por um prisma completamente diferente... e chego a ele, à sua beira... E inspiro-o com um inevitavel sorriso que sabe a liberdade, sabe a casa, sabe a Tejo...
E fico segundos, minutos, horas a contemplá-lo como se fosse a primeira vez... A linha que divide Lisboa da margem sul, o rio que guarda histórias que são mais que uma vida, o rio que já viu partir e chegar tantos, o rio que me acalma, que já absorveu mais almas do que ele alguma vez conseguirá contabilizar, que já foi adorado por mais olhos e corações que alguma vez conseguirei descrever... Aquele pseudo-ondular que o leva ao mar e que leva o meu olhar com a corrente... E tenho a visão da ponte e daquele que abre os braços à menina-moça, e vislumbro ao fundo no horizonte o ponto em que tocas o mar, tocas o céu e me tocas o coração... E vejo o sol a pôr-se quase a medo... E neste momento todo o teu azul ganha tons de laranja, vermelho e se enche de fogo e energia para a noite que chega...
E quando este beijo acaba, rumo a Belém... Ora pelas ruas cheias de historias e almas, ora junto ao que adormece e acorda e vive contigo... Docas que guardam aqueles que vivem da vida que há nas àguas que te banham e muito mais que isso, o olhar que passa por baixo da ponte, museus que me fazem andar sobre carris, jardins catitas e estátuas que se viram para o rio mas que olham para dentro,para a tua história...
E entre palacios e forças armadas, no crepusculo que te envolve, chego ao sitio onde por mais que me sinta em casa, há uma parte de mim que se perde... No ponto onde avisto o Velho resingão, o meu olhar enche-se coisas novas que já tantas vezes vi mas que sabe sempre ao fascinio da primeira vez, e fico perdida a devorar os Jerónimos e o olhar desce à fonte, chega à Rosa dos ventos que me leva ao Padrão e por fim à Torre...
Já com o coração a palpitar e a exitação de uma criança, decido parar para saborear Belém como convém... E aí sim percorro-te com um gosto peculiar, observo este pedacinho de ti tão cheio de história e glória, as pedras que em ti ergueram e que simoliza tanto de ti,tanto do que significaste na vida do nosso povo, este do qual te orgulhas de ser a capital e fazes questão de o ser com um requinte e belezas fora do normal... És a cidade de tantos e todos te vêm de forma diferente, és a minha cidade e é assim que te vejo,que te sinto... E é abraçada à Torre e com olhar embevecido sobre as tuas luzes que adormeço e fico com vontade de te voltar a percorrer...

A minha Lisboa, a minha cidade, o meu refugio e eu perdida e tão encontrada em ti...

http://www.youtube.com/watch?v=RDRM2dJQDws - Das mais belas descrições... Palavras para quê?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Family...

Se por vezes a familia é o nosso pilar, há as vezes em que esse pilar se desmorona...
Torna-se a causa das nossas maiores preocupações e mágoas, em vez de nos fazer sorrir, traz as lágrimas aos nossos olhos, traz dor... E como diz a velha máxima, famila não se escolhe...
O que fazer quando tudo aquilo que devia ser o nosso muro se torna o nosso precipicio? O que fazer quando a nossa alma se vê quebrada por aqueles que deviam ser a luz que nos ilumina o caminho?
Eu virei-me para a minha outra familia... Aquela que tenho contruido ao longo destes anos, aquela que escolhi, aquela que não me está no sangue mas está bem cavada no meu coração!
Os Amigos... Os verdadeiros! Aqueles que estão ao meu lado nos momentos de riso puro, que se riem comigo, que choram comigo, que me elevam o espirito, que me levantam quando estou tão megulhada em dor e mágoa, aqueles que me secam as lágrimas, que muitas vezes não as deixam cair...
O meu muito obrigada a esta familia que se está a tornar tão grande e tão verdadeira, esta familia que tem estado e tem acompanhado tão de perto e tão afincadamente esta etapa tão importante da minha vida...
A todos vocês, irmãos e irmãs de alguém, pais e filhos que têm tido um lugar tão especial para mim nas vossas vidas, nos vossos corações!
São vocês que escolhi e espero manter-vos como uma escolha mais do que acertada para serem o pilar quetanta falta me tem feito!

http://www.youtube.com/watch?v=3d7FMCc4ADU - Vocês são quem me faz carregar no batôm...

domingo, 5 de junho de 2011

Bloqueio...

Ok, bloqueio temporario das vias artisticas...
Será que preciso de um "open mind"?
Não sei...
Estou mesmo numa de só sei que nada sei...
E assim vou vivendo nesta ignorancia...
E que angustia que me causa tudo isto...
E que raiva da incerteza que já tinha desaparecido...
E que bom recordar... E que bom viver... E que bom dar uso à frase... "E recordar é viver..."!
Vou dormir sobre o assunto, sem pressões...

http://www.youtube.com/watch?v=a7b5Ld3M3vw  - "És mais possuida que ele..."

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fraquinha...

Tenho-me sentido fraca... De corpo de mente, de tudo... Apesar de estar aparentemente sempre em altas e com uma energia dita contagiante, sinto-me quebrada, em queda, a precisar urgentemente de descansar...
Descansar o corpo, descansar a mente, não pensar em absolutamente nada... Enfim... Descansar da vida!
Adormecer e acordar quando tudo passar... As dúvidas, as certezas dolorosas, os sentimentos involuntarios, a culpa, o medo... A saudade...
Tão certa de mim... Tão incerta de tudo o resto...

http://www.youtube.com/watch?v=Ylaroxf_sRU - Só porque és o deus da cartola... xD

* - E sim, este é o meu mundinho... bah!