terça-feira, 16 de outubro de 2012
It came on a dream
Sonhei contigo, sabes? Foi estranhamente delicioso... Ai que coisa... Ainda bem que não sabes...
Meu menino...
Já lá vão 13 anos... E nunca me vai sair da cabeça aquela imagem...
Uma "touca" preta muito brilhante, pelinhos nas costas e nas orelhas... Aquela posição única em que se deitava (e deitou-se até muito tarde) e como reagiu ao toque e voz da sua mana mais velha...
E o tempo passa... E é nos teus olhos que vejo amor, verdadeiro amor... E como estou orgulhosa, e como te quero bem... E como sou chata para te ver crescer um homem... <3
Uma "touca" preta muito brilhante, pelinhos nas costas e nas orelhas... Aquela posição única em que se deitava (e deitou-se até muito tarde) e como reagiu ao toque e voz da sua mana mais velha...
E o tempo passa... E é nos teus olhos que vejo amor, verdadeiro amor... E como estou orgulhosa, e como te quero bem... E como sou chata para te ver crescer um homem... <3
domingo, 14 de outubro de 2012
Um evento sempre feliz
Não nego que manter a sanidade quando as hormonas andam de candeias às avessas é um desafio duro...
Depois de ser habitada por um pequeno mas poderoso ser que controla e guia o corpo que sempre julguei meu durante 9 meses, de esse mesmo corpo ser maltratado e rasgado e esticado e encolhido novamente, de ser sugado até à exaustão, de entrar numa luta onde se perde toda a energia, noção do tempo e desconfio que até alguma dignidade, de ter um dos bens mais preciosos estudado e escrutinado por sei lá quantas mãos e olhos... Surge o tal ser... Pequeno, frágil, com um cheiro único... E de repente, toda aquela violência, todas as dores, tudo o que é mau desaparece... Como por magia, aquela existência que ainda agora foi arrancada para este mundo faz com que tudo seja cor-de-rosa!
E nasce ali um amor único, incondicional, eterno...
E segue a vida... E segue-se o apresentar deste mundo ao meu grande amor... E o bichinho tem horas de tirano e tem horas de doçura pura... E há os minutos de paz e fusão total, e há a necessidade de fuga e desespero... E no fim, o amor está sempre lá... Mas não nego nem perco valor ao admitir que também há a limitação... Mas no fim vale a pena...
Ao fim e ao cabo, estamos sempre sozinhas nesta luta... E não há quem veja pelos nossos olhos e corações por mais que assim o queira... E há quem dê a mão, há quem dê uma palavra sem se aperceber o quão importante isso é para manter a sanidade, a integridade, a personalidade...
É verdade que ao ser mãe deixei um pouco de ser eu... Mas nunca posso deixar de o ser por completo... Ou nunca mais o serei...
Depois de ser habitada por um pequeno mas poderoso ser que controla e guia o corpo que sempre julguei meu durante 9 meses, de esse mesmo corpo ser maltratado e rasgado e esticado e encolhido novamente, de ser sugado até à exaustão, de entrar numa luta onde se perde toda a energia, noção do tempo e desconfio que até alguma dignidade, de ter um dos bens mais preciosos estudado e escrutinado por sei lá quantas mãos e olhos... Surge o tal ser... Pequeno, frágil, com um cheiro único... E de repente, toda aquela violência, todas as dores, tudo o que é mau desaparece... Como por magia, aquela existência que ainda agora foi arrancada para este mundo faz com que tudo seja cor-de-rosa!
E nasce ali um amor único, incondicional, eterno...
E segue a vida... E segue-se o apresentar deste mundo ao meu grande amor... E o bichinho tem horas de tirano e tem horas de doçura pura... E há os minutos de paz e fusão total, e há a necessidade de fuga e desespero... E no fim, o amor está sempre lá... Mas não nego nem perco valor ao admitir que também há a limitação... Mas no fim vale a pena...
Ao fim e ao cabo, estamos sempre sozinhas nesta luta... E não há quem veja pelos nossos olhos e corações por mais que assim o queira... E há quem dê a mão, há quem dê uma palavra sem se aperceber o quão importante isso é para manter a sanidade, a integridade, a personalidade...
É verdade que ao ser mãe deixei um pouco de ser eu... Mas nunca posso deixar de o ser por completo... Ou nunca mais o serei...
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Ouro e prata...
Opah... Tanto grito...
Se houvesse o hábito de falar regularmente, não seria necessário gritar...
Enfim... Deve ser mal comum dos dias que correm... Falta a coragem para falar... É preferível esconder... Falta ainda mais coragem para ouvir quem consegue falar... Comodismo? Cobardia? Não sei... Mas quem fala quando deve é que acaba mal... Fiquemos pelo silêncio que dizem ser de ouro... Sempre preferi prata...
Se houvesse o hábito de falar regularmente, não seria necessário gritar...
Enfim... Deve ser mal comum dos dias que correm... Falta a coragem para falar... É preferível esconder... Falta ainda mais coragem para ouvir quem consegue falar... Comodismo? Cobardia? Não sei... Mas quem fala quando deve é que acaba mal... Fiquemos pelo silêncio que dizem ser de ouro... Sempre preferi prata...
Snif... Snif... ^.^
Memórias captadas em forma de cheiro... Mais uma das muitas curiosidades que me enche a cabeça...
Recordo-me de coisas marcantes como a certeza do que me esperava quando senti o cheiro do chá de limão da minha avó quando ela já tinha partido, como essa certeza culminou num cheiro que até hoje não consigo descobrir qual é... Mas que me remete para aquele momento sempre que me entra nas narinas vindo de sabe deus onde...
O cheiro guloso de certas iguarias que já ninguém faz que me enche a boca de água, aquele cheirinho que me faz saber que tu e ela serão sempre só meus...
E outras essências que se mostram essenciais quando recordo certos momentos... Perfumes que me lembram intervalos, aquele Boss que de Bottled só tinha o nome e me inebria sempre que me atinge... O Armani com ou sem Code que me faz mergulhar... E ficar, e desejar...
O primeiro presente (tardio) de quem já foi deixando apenas o perfume à sua Nina... Aquele que podia ter sido one in a million e juntou-se a uma estatística como um rasco One Million... O cheiro dos anjos (que cada vez mais desacredito)... São tantos!...
E este inverno, mais uma vez mergulho em deep red, sem um rasto de amor amor e de olho no black xs... le excess...
Enfim... Como se estivessem em pequenas cápsulas junto a pequenos manuscritos encontram-se em arquivo para analise... Alguns talvez para colocar no chamado arquivo morto...
Recordo-me de coisas marcantes como a certeza do que me esperava quando senti o cheiro do chá de limão da minha avó quando ela já tinha partido, como essa certeza culminou num cheiro que até hoje não consigo descobrir qual é... Mas que me remete para aquele momento sempre que me entra nas narinas vindo de sabe deus onde...
O cheiro guloso de certas iguarias que já ninguém faz que me enche a boca de água, aquele cheirinho que me faz saber que tu e ela serão sempre só meus...
E outras essências que se mostram essenciais quando recordo certos momentos... Perfumes que me lembram intervalos, aquele Boss que de Bottled só tinha o nome e me inebria sempre que me atinge... O Armani com ou sem Code que me faz mergulhar... E ficar, e desejar...
O primeiro presente (tardio) de quem já foi deixando apenas o perfume à sua Nina... Aquele que podia ter sido one in a million e juntou-se a uma estatística como um rasco One Million... O cheiro dos anjos (que cada vez mais desacredito)... São tantos!...
E este inverno, mais uma vez mergulho em deep red, sem um rasto de amor amor e de olho no black xs... le excess...
Enfim... Como se estivessem em pequenas cápsulas junto a pequenos manuscritos encontram-se em arquivo para analise... Alguns talvez para colocar no chamado arquivo morto...
domingo, 7 de outubro de 2012
Darker...
Tenho estado fora... De mim... Há tanto dentro que prefiro estar fora... Não consigo esvaziar a caixa e parecem faltar espaços... Sempre tive jeito para arrumar coisas mas está difícil .. Não dá para arranjar uma caixa maior? Sinto-me uma "hoarder" de pensamentos e a pressão é enorme... Não me consigo livrar de nem um...
À espera de chegar ao meu lugar ao sol... It's always darker before dawn...
À espera de chegar ao meu lugar ao sol... It's always darker before dawn...
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