domingo, 18 de novembro de 2012
... E reticências...
Cresceu o rubor na face... Mas o que significava?
Palpitações crescentes que percorriam o corpo em forma de mini-espasmos que consumiam o cérebro e levavam a imaginação para bem longe dali... Para bem mais quente do que ali... Estava frio...
Numa lucidez frenética, num divagar de alma, de corpo... As extremidades iam tocando o estranhamente possível e perto... À média-luz se vivia um fogo de artificio, um acender a pagar de luzes como se dentro de mim já fosse Natal... E era noite de trocar prendas...
A noite trouxe a calmaria, o silencio, a escuridão por onde se escondem os amantes da lua... E não havia muito para dizer, não havia aliás nada para dizer... Só havia o que fazer... Entre o complicado e o divertido, eram mais as adversidades do que qualquer vislumbre de facilitismo... Tango, valsa, rock... Uma dança desajeitada, uma pressa de chegar porque já era tarde... E foi-se chegando... Perto, tão perto... E a manhã pôs a descoberto o que a noite tão (supostamente) bem ocultou...
Olhares meio cúmplices, ambiente meio hangover... E algo que faltava ali... E pelos vistos continua a faltar...
Dia de arrasto, uma preguicite aguda que afectou quase todos os membros... Lanche servido a preceito, com preceitos e envolvido no crepúsculo que fez cair de novo a noite...
Um abraço e um beijo... E reticências...
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