Há histórias altamente improváveis e realizáveis...
Da mesma forma que o que tantas vezes parece táctil e verosímil acaba no campo do esquecimento e do impossível...
Será possível um barril de pólvora tocar no fogo e não explodir? Será possível a água aquecer no gelo?
Sinto que a minha história é a da pólvora que tocou no fogo e se manteve pólvora... Não foi explosão...
Esta água que já tantas vezes aqueceu no gelo sente-se a fazer deste mundo de improbabilidades o possível para sobreviver... E vai-se fazendo...
E vai-se moldando o mundo conforme a visão é toldada e apurada, e nós próprios vamos sendo amachucados pelo mundo, pelos outros barris que partilham um porão estranho connosco... Amachucada e de visão turva, a pólvora quase que explode... Mas por norma tem havido a sorte de haver um shake up que apura o olho que tudo vê e expande-se o pensamento mais além e o bate-coração acalma...
Será isto tão confuso quanto já foi um dia o pensamento de uma adolescente nervosa e com demasiada sede do mundo... E no mundo das equações de vários graus, a adolescente pode ser uma mulher coerente... E pode-se aprender a beber, e pode-se aprender com que fazemos, com o que ouvimos e podem-se fazer asneiras... Desde que se aprendam com elas... E há que mudar o que está mal, o que nos faz mal... E há que substituir, remodelar o que se sente necessário... Mas há que manter o núcleo, o sonho, a esperança, o seguro, o que sabe bem, o que faz sorrir...
Conclui-se portanto que essencial é o ar que respiramos... E convém absorve-lo em quantidades largas e em lufadas controladas e serenas... E aprender a contar... Não apenas saber os números...
Sem comentários:
Enviar um comentário