terça-feira, 11 de dezembro de 2012

The Happy Road

"Someone told me to get in to this road... I couldn't find it...
I went trough the darkest alleys and back, I walked around...
I crossed streets and avenues and finally I got into a street as shy as the moon, as bright as the sun and it's a sweet and funny road...
And it's so easy to walk around here..."



E realmente quando se anda, quando se ousa tocar nesta ruazinha perdida no meio do mundo, no meio de nós, enfim, acontecem coisas maravilhosas...


Um dia que foi diferente de todos os outros e igual na sua essência, que parecia acabar onde a maioria se tinha fundido na história... Acabou e marcou se calhar um inicio... Ou mais um marco, diria...


Se todos falam da grande conversa que foi o inicio do fim, sabe bem falar daquela que selou enfim o inicio de algo tão fresco, tão delicioso, tão perfeito e desajeitado... A hipérbole das antíteses que se deu e que se tornou a metáfora mais irónica e risonha que algum dia escrevi... Ou sequer me atrevi a pensar...


Regado a temperaturas baixas que se aquecem, aquilo que se vinha a selar com olhares e sorrisos e sobretudo pequenos grandes gestos, selou-se com palavras reais e realistas. Perguntas e afirmações, certezas e risos, uma confiança que se era crescente disparou... A certeza de que um dia a chave foi entregue às cegas mas que hoje se vai entregando e vai abrindo a fechadura da porta fundida em ferro, sem risco de partir como em tempos...


E uma chave que é partida numa porta tão secreta como esta nunca mais é chave, ainda que um elo que as ligue para sempre... Esta porta tem um valor crescente e quanto menos chaves há, mais cautela há em entregá-las...


E pode ser esta a última chave... Até pode...


E porque palavras e risos aquecem o coração mas não o fazem queimar, sela-se uma entrega de tão grande importância com o fogo... E algo se funde, algo se torna um e a marca está feita...


Signed, send, delivered...


http://www.youtube.com/watch?v=SmPMMitJDYg

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