sábado, 21 de janeiro de 2012

2 (com alguns dias de atraso...)

Há um ano atrás, eu estava num momento crucial da minha vida, ia iniciar a verdadeira e derradeira transição… Com uma serie de planos delineados na cabeça, com objectivos traçados e sem tempo para sofrer (o que não deixa de significar que eu estava a sofrer, confusa, magoada, desconfiada, muitíssimo frágil, susceptível e amedrontada).
Com milhentas coisas para organizar na cabeça e com muitos sentimentos empurrados bem para o fundo do baú, acontece um fim-de-semana único na companhia de pessoas únicas que me fizeram ver uma serie de coisas que eu precisava mesmo de ver para poder deixar de olhar para trás e conseguir focar no caminho certo (sem significar com isso que iria conseguir segui-lo coma rectidão desejada…).
Noites bastante divertidas e cheias de conteúdo, um reencontro pouco provável e o nascer de algo ainda mais improvável… Principalmente com quem foi e na altura que foi… Conversa puxa conversa, muita risada, metáforas deliciosas, um verdadeiro incentivo emocional, uma estúpida atracção intelectual, o inicio de um conhecimento muito além do físico, verdadeiras escavações de personalidades, historias, ideias e ideais, sorrisos, gestos, gritos de socorro escondidos por trás de uma mascara quase de ferro e ao fim ao cabo era quase como olhar ao espelho e ver reflectido o turbilhão que ia dentro de uma pulguinha quase débil, quase seca por dentro…
Isto despertou-me! Entre o conjunto de ataques de pânico que vivi no ano que passou, este foi um dos despertares que me fez atravessar a ponte, que me fez ao mesmo tempo lembrar quem eu sou e quem acho que mereci sempre ser…

Acho que já to disse milhentas vezes mas cá vai outra vez:
O meu obrigada pelas intermináveis conversas, pelos passeios libertadores, pelos sorrisos, pelos abraços profundos, pela sinceridade, pelas horas perdidas, pelo carinho, por seres assim, por me ajudares a lembrar tanto, por me mostrares coisas que já nem me lembrava que faziam parte de mim, por me fazeres voltar a este vício de por tudo o que sinto em palavras às vezes tão vagas mas tão sentidas… Foste um grande motor (ou deverei dizer mecânico) para que tudo voltasse a engrenar cá dentro. Thankssss!
Claro está que muitas outras pessoas e situações me fizeram chegar onde estou emocionalmente, mas hoje é sobre o motivo 2…

“When a tornado meets a vulcano”

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