Acordei com este pensamento...
Como começa um boa boa história?
Será que o típico "era uma vez" ainda tem alguma espécie de validade? Não me parece...
Já me habituei à ideia de que nada é perfeito e portanto a coisa de os heróis sacarem da espada e ficar tudo muito lindo não encaixa muito bem...
Aprendi que, pelo menos a minha história encheu-se de reticências às quais me custou muito por pontos finais... Que as "prequelas" e as sequelas não fazem sentido, porque o que já lá vai, deve lá ficar e o que há-de vir, só o tempo dirá... E ele tem tanto para dizer... E já fez confissões bastante embaraçosas, que guardo a 7 chaves neste coração que pouco tiveram a capacidade de ver.
Estou hoje (e acho que sempre estive, ainda que secretamente) convencida de que pode haver um final feliz... Há que acreditar, há que remar, há que amar e compreender... Nem sempre o amor vence todas as barreiras, aguenta os ataques de mau feitio... Enfim, tem haver concessões de parte a parte e ai sim, o amor habitua-se aos defeitos e aprende a viver com eles, a amá-los, enfim... Mudar? Não... Uma moldagem,sim... E moldamo-nos e encaixamos na perfeição...
E há barreiras... Parece que quando se encontra o parceiro ideal de luta, elas se multiplicam à nossa frente e poucos têm a capacidade de ver quão azul será o céu depois de as transpormos a todas de sorriso na boca e mão dada...
Sim, ainda se pode chegar ao Inverno da vida de mão dada... Se foi possível em tempos, e nós acreditamos que sim... É porque dá...
E a história nunca vai ser perfeita e cheia de arco-íris... Perfumes, cheirinhos e coisas lindas... Não...
Mas pode começar com... "Éramos amigos... E somos até hoje... Mas tivemos a coragem de dar o passo em frente e não olhar para trás..."
E vamos construir, vamos escrever este livro... E espero que alguém um dia diga... Era uma vez dois amigos...
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