quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mensagens subliminares diria...


As ovelhas repousam de um dia, mais um dia, onde tudo é igual por mais diferente que se queiram os dias... A alvorada, o pasto, o passeio junto à vedação, mais um corte sentido directamente no pelo, ter filhotes, tirar o sustento deles do prórpio corpo e chegar à noite e repousar sob o luar... Simplesmente isso... Repousar, sonhar, disfrutar... Na inocência, no silêncio, na luz escura que ilumina os sonhadores...
E vêm os lobos... Velhacos, carnivoros, sedentos... Que se preciso for, nada fizeram todo o dia, todos os dias e buscam alimento... Quem mais fácil que o desgraçadinho do animal que todo o dia labutou debaixo de sol, debaixo de redeas?
Claro está que a ovelha oferece alguma resistencia, ainda luta pelo seu lugar, pelo seu direito de repousar, de viver... Mas aquele corpo cansado, habituado a ser conduzido ou forçado de um lado para o outro acaba por ceder... E é sempre a ovelha que perde... por mais força de vontade, por mais corpo, por mais espirito... O corpo cede e a ovelha ve-se engolida pelo lobo e cai num tunel dum vermelho infernal por onde tantas ovelhas como ela já passaram... E a sua vida passa-lhe pela cabeça...
E toda a vida, toda a labuta, todo o sofrimento, tudo o que deu foram para acabar naquele tunel, no tunel dos grandes que só saiem para recolher os frutos daqueles que todo o dia lutam por um pedacinho... E só chegam a ter uma milgalha....
E mais frustrante que isso é aquele uivo triunfante de glórias que não são deles, que contam e roubam histórias e historietas e que são apenas e so uma sombra no luar...

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