De repente por meia duzia de palavras, por meia duzia de sorrisos, alteram-se prioridades, altera-se o ritmo normal das coisas e tendo a desprender-me dos meus objectivos, afrouxo...
Sabe bem poder sentir tudo isto sem prisões, sem complicações ao fim ao cabo... Mas é estupidamente complicado definir e saber como disfrutar desta perfeita avalanche de sentidos, de sentimentos, de desejos...
Sinto-me retraida para aceitar isto, sinto-me livre para o poder aceitar (ao fim ao cabo, desde que me lembro de ser gente que isto faz parte de mim...), sinto que posso entregar-me, sei que não devo, sei que não posso, sei que o coração não está preparado, sei que ainda não é ele por completo...
E como se isso não bastasse, aquele pormenor, aqueles montes onde me quero perder, que são diferentes de tudo que já percorri... A terra que os prende tem uma essencia tão pura, tão genuina, tão rica... Olho para essa terra como um terreno virgem, no qual nem quero mexer porque pode perder aquela riqueza que me fascina, pode perder o brilho que emana da sua imponência se eu, comum humana que sou,lhe tocar...
Sou o tipico ser humano que acaba por destruir quando tenta contruir algo... Não sei bem porque mas é assim mesmo... Prefiro por isso continuar a construir à volta de mim mesma... Se detruir, que seja o que está cá dentro, esse pelo menos já foi destruido vezes suficientes para que (e demore o tempo que demorar) eu tenha a capacidade de voltar a erguer...http://www.youtube.com/watch?v=y6raRduUhaw - há que ser trigo e depois ser restolho, há que penar para aprender a viver...
Sem comentários:
Enviar um comentário